quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia das mães ( A insustentável leveza de ser)

Hoje fui à casa do Lúcio, meu irmão. Ele veio depois de mim. Logo depois veio Francisco José, o Franzé, professor Franzé Filgueiras. Digo Filgueiras da minha mãe, mas, também Russo. Descendente do nosso pai boêmio. Hoje, ele me chamou para ver um seriado de nossa época, “O Túnel do Tempo”. Levou-me para o passado, chuva no interior, casa com cheiro de cozido com inhame,coisas da gente. E aquelas camas de príncipes no quarto desensolarado...O s besouros de coqueiro vagando nas noites de serestas em lençóis a cobrir-nos a doce inocência. Lembrei de tudo que fomos e tudo que não pudemos ser... Minha mãe com seu amor alucinado pelo meu pai. Como entendi pouco o que realmente era. Agora, estamos ouvindo Yvonne Elimman, “If I can´t have you" e, dançamos como crianças no ritmo de nosso saudosismo. Domingo vamos almoçar todos juntos. Faz tempo que não nos reunimos de verdade. Não quero somente celebrar antecipadamente o dia das mães. Não somente isso. Quero convocar meus irmãos para celebrarmos a vida. Fomos tão perseguidos no passado. Trazemos dentro de nós toda angústia dos nossos ancestrais. A desconfiança assustadora de nossa mãe. O medo dela de passarmos fome e sermos encontrados por um porque que não entendemos. Quero dizer fundamentalmente para essa mãe, que ela é uma felizarda, um abençoada por Deus. Saimos tão cedo de nossa caverna, de nosso ninho, nossa casa em Redenção...No entanto nada nos afetou profundo, nada mudou dentro de nós uma essência da qual sabemos ser a insustentável leveza de ser....
Feliz dia das Mães...
RUSSO,T.C.F.

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